Cerimônia antecipada reuniu poder público, sociedade civil e familiares de vítimas na manhã de sábado.

Na manhã do último sábado, às 9h, a Praça da Catedral de Maringá foi palco de um ato público de conscientização em alusão ao Dia Municipal de Combate ao Feminicídio, celebrado oficialmente na próxima segunda-feira, 26 de janeiro. A mobilização foi realizada de forma antecipada com o objetivo de ampliar o debate público e reforçar a importância da prevenção à violência contra a mulher.

A data foi instituída pela Lei Municipal nº 11.621/2023,cmm.pr.gov.br/, conhecida como Lei Todas Marias, que integra o calendário oficial do município e tem como finalidade promover ações educativas, campanhas de conscientização, incentivo à denúncia e fortalecimento das políticas públicas de proteção e acolhimento às mulheres em situação de violência.

O evento reuniu autoridades e representantes do poder público, entre eles o pastor Sandro, representando a Câmara Municipal de Maringá, a secretária da Mulher, Olga Agulhon, à frente da Secretaria da Mulher (SEMULHER), e a vice-prefeita de Maringá, Sandra Jacovós, que destacaram a importância da união entre poder público e sociedade civil no enfrentamento ao feminicídio.

Um dos momentos mais marcantes da cerimônia foi a participação de familiares de vítimas e de uma sobrevivente de tentativa de feminicídio, que compartilharam seus depoimentos como forma de conscientização e pedido por justiça. Falaram ao público Daisa Poltronieri, mãe da bailarina Maria Glória Poltronieri Borges (Magó), vítima de feminicídio em 2020, aos 25 anos; Luciana Marinelo, irmã da soldado Daniela Marinelo, assassinada em 2023, aos 36 anos; e Celina dos Santos Cabral, mãe de Jéssica Daiane Cabral de Oliveira, vítima de feminicídio aos 30 anos.

Também deu seu depoimento Taís Lacerda, de 47 anos, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio ocorrida em julho de 2025. Seu relato reforçou a importância da denúncia, do acolhimento às vítimas e do fortalecimento das redes de apoio para evitar que a violência chegue ao extremo.

A realização do ato em um espaço público e simbólico, como a Praça da Catedral, reforçou o caráter mobilizador da Lei Todas Marias, que busca manter viva a memória das vítimas e estimular ações permanentes de enfrentamento à violência de gênero. O Dia Municipal de Combate ao Feminicídio se consolida, assim, como um momento de reflexão, conscientização e compromisso coletivo com a defesa da vida das mulheres.

Edição: Edilson Correia

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