
Na tarde desta terça-feira (23), a Câmara Municipal de Maringá destacou em plenário o tema da doação de órgãos, em referência ao Setembro Verde. Entre os assuntos discutidos, recebeu atenção especial o Projeto de Lei 17.599/2025, de autoria do vereador Sidnei Telles (Podemos), que cria a Central Municipal de Cadastramento para Doação de Órgãos, Tecidos e Medula Óssea.
O parlamentar lembrou que mais de 78 mil brasileiros aguardam por transplante, mas apenas 4 mil conseguem receber a doação necessária. “Quem doa órgãos faz um pouco o papel de Jesus, dando vida ao próximo”, disse Telles, defendendo a urgência de políticas que incentivem a solidariedade.
O presidente da ONG Vidas Gerando Vidas, Claudemir Ferreira, ocupou a tribuna para reforçar o engajamento da entidade com a pauta. Ele explicou que, além da criação da central, o projeto prevê benefícios como a isenção de despesas fúnebres para doadores, o que pode ampliar o número de cadastrados. “Uma única doação pode salvar até oito vidas. É um ato de solidariedade que se multiplica em esperança”, afirmou.
Também emocionou os presentes o depoimento de Adriano Oliveira, transplantado há cinco anos. Ele relatou que só está vivo porque recebeu a doação de um rim. “Doar órgãos é participar de um milagre da vida. Não é apenas ajudar uma pessoa, mas transformar famílias inteiras”, destacou.
O encontro contou ainda com a presença de Alexandre Gardiolo, presidente do CONFECAP (Conselho Federal de Capelania). Ele ressaltou a importância de perpetuar a vida por meio da doação e comemorou o engajamento de Claudemir, que também atua como capelão.
A sessão reforçou a necessidade de ampliar a conscientização e consolidar medidas que fortaleçam a cultura da doação de órgãos em Maringá, transformando solidariedade em política pública.
Edição : Edilson Correia
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