Professor e ex-deputado constituinte Tadeu França analisa a disputa de poder entre as grandes potências e defende a soberania nacional brasileira

O poderosíssimo trio detentor de armas nucleares — Vladimir Putin, Donald Trump e Xi Jinping — dispõe atualmente de áreas de domínio em escala planetária. No entanto, cada um atua em sua esfera de influência sem enfrentar a surpresa de eventuais interferências nucleares por parte dos demais integrantes desse seleto grupo.

Por Tadeu França

O poderosíssimo trio detentor de armas nucleares — Vladimir Putin, Donald Trump e Xi Jinping — dispõe atualmente de áreas de domínio em escala planetária. No entanto, cada um atua em sua esfera de influência sem enfrentar a surpresa de eventuais interferências nucleares por parte dos demais integrantes desse seleto grupo.

Putin não abre mão da Ucrânia, bem como do que foi, no passado, a imensa área abrangida pela antiga União Soviética.

Trump, entusiasmado pelo exemplo do colega russo, tem reivindicado nada menos que o antigo veredito do quinto presidente dos Estados Unidos, James Monroe, segundo o qual a América deve ser dos americanos. O líder norte-americano tem demonstrado interesses sobre o Canadá, a região autônoma da Groenlândia, a América Central e toda a América do Sul, revelando predileção especial pelo Brasil, a começar pelas chamadas “terras raras” da Amazônia.

Mais discreto, Xi Jinping já conversou com os colegas sobre a necessidade de resgatar para a China a província considerada “rebelde” de Taiwan. Enquanto isso, prossegue silenciosamente ampliando áreas de domínio, principalmente na África, e adquirindo áreas no Brasil em razão da facilidade para obtê-las. Paralelamente, prioriza o controle sobre riquezas minerais, especialmente no sudeste do Pará, além de aeroportos, rodovias, ferrovias, bancos, empresas de telefonia e portos, a exemplo da recente aquisição de 90% do Porto de Paranaguá.

Evidentemente, a nova “guerra fria” tem por objetivo primordial impedir o acesso das nações sem armas nucleares ao seleto bloco dos países que as possuem. Como consequência, observam-se bombardeios contra instalações nucleares em fase de expansão, a exemplo do Irã.

O rótulo de criminosos de guerra simplesmente é ignorado por aqueles que promovem os conflitos da atualidade.

— Guerras são mesmo assim — asseguram. — Idosos, enfermos, mulheres e crianças acabam sendo vítimas inevitáveis dos bombardeios.

Os detentores de armas nucleares sabem que os mortais comuns ainda carregam na memória o drama de Hiroshima e Nagasaki. As bombas lançadas sobre as cidades japonesas transformaram multidões em carbono ou reduziram seres humanos a fragmentos semelhantes a palitos de fósforo.

“Se o Brasil arriscar-se a desenvolver bombas nucleares”, lembrava o saudoso general e ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves, um dos fiadores da transição da ditadura militar para a Nova República, “a repressão por parte do vizinho do norte será inevitável”.

Como se já não bastasse a internacionalização da economia brasileira, é preciso resgatar o verdadeiro patriotismo. Muitas vezes sequer nos lembramos de que empresas como Walita, Riocell, Aracruz Celulose, Light, Vale do Rio Doce, Companhia Brasileira de Cobre, Embraer, Telebrás, Usiminas, Liquigás, Caraíba Metais, Banespa, Eletrobrás, Banco Meridional, Casa da Moeda, Copel e tantas outras foram genuinamente brasileiras.

Que a soberania de nossa pátria seja o nosso imperativo de união hoje e sempre.

Tadeu França
Professor e ex-deputado constituinte

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