Operação anunciada por Trump provoca condenações, apoios pontuais e mobiliza ONU, governos e líderes globais

A ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela, anunciada pelo presidente Donald Trump e que resultou na captura de Nicolás Maduro, provocou uma onda imediata de repercussão internacional, escancarando divisões políticas, diplomáticas e ideológicas no cenário global. Governos da América Latina, Europa, potências como Rússia e Irã e organismos multilaterais reagiram com declarações firmes, enquanto setores da oposição venezuelana celebraram o que chamam de “fim de um regime autoritário”.


Segundo Trump, a operação teve como objetivo “restaurar a democracia” e combater o narcotráfico, acusações que os EUA já vinham fazendo contra o governo Maduro há anos. No entanto, a ação militar direta e a retirada do presidente venezuelano do país levantaram questionamentos sobre legalidade internacional e soberania nacional.washingtonpost


América Latina condena e pede intervenção da ONU
A maior parte dos países latino-americanos reagiu com repúdio à ação militar.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a operação “viola frontalmente o direito internacional e a soberania da Venezuela”, defendendo uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.
Posição semelhante foi adotada por Colômbia, México e Chile, cujos governos pediram diálogo, respeito às instituições internacionais e alertaram para o risco de instabilidade regional. Cuba classificou o ataque como “terrorismo de Estado” e acusou Washington de promover um golpe.

Europa reage com cautela e preocupação
A União Europeia evitou apoiar diretamente a ação dos EUA. Em nota, representantes do bloco reconheceram a crise democrática venezuelana, mas reforçaram que qualquer solução deve respeitar a Carta das Nações Unidas.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer afirmou que o Reino Unido não participou da operação e destacou que “ações unilaterais armadas exigem extrema responsabilidade”.
França, Espanha e Alemanha pediram esclarecimentos formais e proteção à população civil, demonstrando preocupação com precedentes diplomáticos.https://sbtnews.sbt.com.br/


Rússia, Irã e aliados denunciam agressão
A Rússia classificou a ofensiva como “agressão armada ilegal” e acusou os EUA de desestabilizar a América Latina. O Irã seguiu a mesma linha, afirmando que a captura de um chefe de Estado por força militar “ameaça a ordem internacional”.
Outros aliados de Caracas, como Bielorrússia, também condenaram a operação.
🇦🇷 Apoios pontuais e celebração da oposição venezuelana
Em sentido oposto, o presidente da Argentina, Javier Milei, elogiou a ação americana, afirmando que ela representa “um passo contra ditaduras na região”.
Setores da oposição venezuelana, incluindo lideranças políticas históricas, celebraram a captura de Maduro e defenderam uma transição imediata de poder com apoio internacional.


ONU acompanha crise e estuda medidas
A Organização das Nações Unidas informou que acompanha os desdobramentos com “extrema atenção”. Diplomatas indicam que o tema deve ser levado ao Conselho de Segurança, onde os EUA devem enfrentar resistência de membros permanentes como Rússia e China.
Especialistas avaliam que a crise pode marcar um novo capítulo nas relações internacionais, reacendendo o debate sobre intervenções armadas, soberania e limites do poder global.


Cenário ainda indefinido
Apesar do anúncio de Trump, informações independentes sobre o paradeiro final de Maduro, sua situação jurídica e os próximos passos políticos na Venezuela ainda são limitadas. O país permanece sob tensão, com relatos de instabilidade interna e expectativa por novas manifestações populares.
A comunidade internacional segue dividida, enquanto o mundo observa os próximos movimentos de Washington e os desdobramentos de uma das mais graves crises diplomáticas dos últimos anos na América Latina.

Edição: Edilson Correia. https://edilsoncorreia.com.br/