
A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos atingiu um novo ponto de tensão nesta quinta-feira (23). Uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros entrou em vigor. Com isso, o teto da carga tarifária sobre as exportações nacionais atingiu 37,5%. Essa medida é vista pelo Palácio do Planalto como uma “guerra comercial” arbitrária.
O acúmulo de sanções
A nova alíquota não chega sozinha. Ademais, ela se soma à tarifa de 25% aplicada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) há apenas dois dias. Consequentemente, o exportador brasileiro enfrenta um cenário difícil. Nesse contexto, os produtos nacionais perdem competitividade imediata frente a concorrentes globais nos EUA. fonte agenciabrasil.ebc.com.br
Fontes de outros portais indicam que a decisão é o ápice de uma investigação ampla. Além disso, a medida vai muito além da questão trabalhista. Por outro lado, os negociadores norte-americanos focam em pontos sensíveis da pauta bilateral:
- Tecnologia e Pix: Washington questiona a regulação do Pix, alegando prejuízo a empresas de tecnologia dos EUA.
- Agenda Ambiental: O desmatamento na Amazônia é usado como argumento de pressão.
- Protecionismo: Questões históricas, como o acesso ao etanol e propriedade intelectual, foram reavivadas.
Setores sob pressão
O relatório do USTR engloba 54 países sob o pretexto de “combate ao trabalho forçado”. Dessa forma, o Brasil entra na mira em cinco setores estratégicos. Entre eles, destacam-se alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco. Embora o Brasil mantenha a “Lista Suja” do trabalho escravo, Washington considera a fiscalização brasileira insuficiente. Portanto, os americanos alegam que isso gera uma concorrência desleal.
A ofensiva brasileira
O governo brasileiro reagiu com firmeza. Em contrapartida, o Itamaraty classificou a medida como “injustificada”. Além do mais, o país reforça que possui legislação robusta contra o trabalho escravo.
A estratégia do Executivo para os próximos dias envolve duas frentes:
- Jurídica: Acionar a OMC para invalidar a base legal das tarifas.
- Econômica: Acelerar o “Plano Brasil Soberano” para oferecer crédito facilitado e incentivar a busca por novos mercados.
O pano de fundo político
Nos bastidores, o clima é de alta voltagem. Por exemplo, o presidente Lula insinuou que o momento das tarifas não é coincidência. Portanto, o governo apura suspeitas de articulações políticas da oposição brasileira em Washington. Entretanto, o senador Flávio Bolsonaro nega qualquer influência nas decisões comerciais americanas.
Enquanto isso, a indústria nacional observa tudo com apreensão. Dessa forma, o desafio atual é contornar o encarecimento dos produtos e evitar a perda definitiva de fatias de mercado.
Esta reportagem continuará sendo atualizada conforme novos desdobramentos nas negociações entre Brasília e Washington.
Edição: Edilson Correia
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