
A Itaipu Binacional estuda ampliar a produção de energia elétrica por meio de projetos de energia solar flutuante no reservatório da hidrelétrica. A iniciativa pode, no futuro, dobrar a capacidade de geração da usina, uma das maiores produtoras de energia limpa do planeta.
Atualmente, a usina instalada no Rio Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai, possui cerca de 14 mil megawatts (MW) de capacidade instalada. No entanto, estudos técnicos indicam que a utilização de painéis solares no lago de Itaipu pode ampliar significativamente a produção energética.
Projeto utiliza reservatório da hidrelétrica
O projeto prevê a instalação de painéis solares flutuantes sobre o reservatório da usina, aproveitando a grande área de água existente. O lago de Itaipu possui aproximadamente 170 quilômetros de extensão, o que oferece condições favoráveis para a instalação de estruturas desse tipo.
Além disso, a tecnologia de geração solar flutuante apresenta vantagens importantes. Os painéis ocupam áreas que já estão alagadas, evitando o uso de grandes áreas de terra. Ao mesmo tempo, a presença das placas pode reduzir a evaporação da água e melhorar o desempenho energético devido à temperatura mais baixa do ambiente.
Planta solar já funciona como laboratório
Atualmente, a hidrelétrica mantém uma planta solar experimental utilizada para testes tecnológicos. Essa estrutura tem capacidade de cerca de 1 megawatt-pico (MWp) e serve como laboratório para avaliar o funcionamento da tecnologia no reservatório.
Nesse projeto piloto, engenheiros analisam fatores como:
- impacto ambiental no lago
- resistência das estruturas flutuantes
- influência de ventos e ondas
- eficiência energética dos painéis.
Assim, os dados obtidos poderão orientar uma expansão futura em larga escala.
Novas fontes de energia renovável
Além da energia solar, a Itaipu também avalia outras tecnologias voltadas à geração limpa. Entre elas estão projetos ligados ao hidrogênio verde e ao biogás, que podem complementar a produção energética da usina.
Dessa forma, a estratégia busca diversificar a matriz energética e ampliar o papel da hidrelétrica na transição para fontes renováveis.
Impacto para o sistema elétrico
A hidrelétrica de Itaipu é responsável por uma parcela significativa da energia consumida na região. No Brasil, por exemplo, a usina responde por cerca de 7% do consumo nacional de eletricidade.
Portanto, a expansão com energia solar pode aumentar a segurança energética e fortalecer a produção de eletricidade limpa no país. Caso os estudos sejam confirmados, o complexo de Itaipu poderá se tornar um dos maiores polos híbridos de energia renovável do mundo.
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