
Estamos vivendo o tempo do Carnaval, e uma dúvida comum surge: a Igreja Católica proíbe seus fiéis de participarem dessa festa?
Primeiramente, é importante entender a origem da palavra. Carnaval vem do latim carnavale, que significa “adeus à carne”, referindo-se à tradição de despedir-se da carne e de outros prazeres antes do período de jejum e penitência da Quaresma.
Eis a resposta: a Igreja não proíbe seus fiéis de participarem do Carnaval, pois a comemoração em si não constitui pecado. A Igreja reconhece o valor das manifestações culturais e das festas populares. No entanto, ela orienta seus fiéis quanto às atitudes e comportamentos durante esses eventos.
O magistério da Igreja ensina que o cristão deve evitar excessos, imoralidades e situações que firam a dignidade humana ou levem ao pecado grave (cf. Catecismo da Igreja Católica, §§ 1857-1858). A proposta é optar por celebrações sadias, retiros espirituais, maior dedicação à família e um tempo mais intenso com a Palavra de Deus.
Não se trata apenas de viver o Carnaval, mas de como nos comportamos dentro dele. O pecado não está na festa em si, mas nos excessos. A Igreja não proíbe a alegria, a dança ou a música; ela condena comportamentos que contrariam os mandamentos, como orgias, bebedeiras descontroladas, desrespeito ao corpo, ao próximo e à dignidade humana. Esses comportamentos geram uma falsa alegria.
O cristão é chamado a usar sua consciência para evitar ocasiões que o levem ao pecado, sobretudo ao pecado mortal. Em certos ambientes, pode ser difícil distinguir o certo do errado, e a busca por aceitação pode conduzir a escolhas que alimentam apenas desejos passageiros, deixando posteriormente um vazio e profunda tristeza.
A Igreja nos convida a buscar uma alegria virtuosa, que nos prepare para a celebração da Santa Páscoa. A verdadeira alegria é fruto do Espírito. Como está escrito: “O fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade” (Epístola aos Gálatas 5,22).
Em tudo o que fizermos, devemos procurar estar na presença de Deus, em contato com Sua Palavra e na vida de oração. Essa alegria autêntica nos fortalece para iniciar o tempo da Quaresma como verdadeira preparação para a Páscoa.
Psicóloga
Maria Cristina Rocco Machinski
CRP 08/46026
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