Maduro mobiliza tropas após detecção de aeronaves perto de Caracas; Brasil monitora situação

A presença militar dos Estados Unidos na região da Venezuela ganhou novos contornos de tensão nesta sexta-feira, com caças da Marinha americana — incluindo F/A-18 Super Hornet — realizando voos próximos a Caracas e ao Golfo da Venezuela, como parte de uma operação antidrogas ordenada pelo presidente Donald Trump.

Episódio recente: cinco aeronaves circulam perto de Caracas

O caso mais recente ocorreu em 18 de dezembro, quando pelo menos cinco aeronaves foram detectadas em padrões circulares sobre o Mar do Caribe, a poucos quilômetros da capital venezuelana.

Em resposta, o presidente venezuelano Nicolás Maduro mobilizou tropas na fronteira, acusando os EUA de preparar uma invasão disfarçada de exercícios rotineiros.

Operação antidrogas de Trump já registra bombardeios e mortes

Desde setembro de 2025, os Estados Unidos deployaram caças F-35 stealth em Porto Rico e o porta-aviões USS Gerald R. Ford no sul do Caribe. A campanha já resultou em bombardeios a mais de 25 embarcações de cartéis, com cerca de 100 narcotraficantes mortos.

Trump nega planos de mudança de regime, mas autorizou ações sem prévio aviso ao Congresso.

Incidente no espaço aéreo em 9 de dezembro

Em 9 de dezembro, dois F/A-18 invadiram brevemente o espaço aéreo venezolano por 30 minutos, saindo do USS Gerald R. Ford. O Pentágono classificou o fato como “treinamento padrão”, enquanto sites de rastreamento de voos confirmam a atividade crescente na área.

Brasil monitora impacto regional

A escalada preocupa vizinhos como o Brasil, que acompanha o impacto regional em meio à instabilidade política em Caracas

Edição : Edilson Correia

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