O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quinta-feira (18) que deixará o comando da pasta até fevereiro de 2026, marcando uma das mudanças mais significativas no núcleo econômico do governo Lula

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quinta-feira (18) que deixará o comando da pasta até fevereiro de 2026, marcando uma das mudanças mais significativas no núcleo econômico do governo Lula. A decisão, segundo o próprio ministro, foi comunicada previamente ao presidente e será oficializada após uma reunião prevista para o início de janeiro, quando Lula retorna das férias.wikipedia.org/wiki/Fernando_Haddad

Durante conversa com jornalistas em Brasília, Haddad explicou que a saída está ligada ao desejo de contribuir mais diretamente com a campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para 2026. Ele destacou que a participação ativa no processo eleitoral é “incompatível com o exercício do cargo de ministro da Fazenda”, função que exige dedicação integral e constante atenção a pautas econômicas sensíveis.

Apesar de sua aproximação com o projeto de reeleição do presidente, Haddad reforçou que não pretende disputar nenhum cargo eletivo no próximo pleito. O ministro afirmou que sua colaboração será técnica e estratégica, nos bastidores da coordenação política e econômica da campanha.

A transição dentro do Ministério da Fazenda deve ocorrer de maneira planejada. Haddad sinalizou que considera importante que o novo titular da pasta assuma logo no início do ano, para acompanhar decisões centrais da equipe econômica, participar da elaboração de documentos técnicos e garantir continuidade ao planejamento fiscal.

A saída de Haddad marca um ponto de inflexão para o governo, que até agora mantinha estabilidade na condução da política econômica. A expectativa é que Lula anuncie o substituto nas primeiras semanas de janeiro. O nome mais cotado, até o momento, deve surgir de um consenso entre o Palácio do Planalto e a base aliada, já que o cargo é estratégico para o último ano do mandato.

Enquanto isso, o mercado financeiro e agentes econômicos acompanham de perto os desdobramentos, avaliando como a mudança poderá impactar a agenda econômica prevista para 2026.

Edição : Edilson Correia

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