Uma homenagem ao idioma que ecoa nos falares regionais e na poesia de Olavo Bilac.

Originária do LATIM, a nossa Língua Portuguesa/Brasileira mais e mais se distancia da origem portuguesa.
São muitos os falares das muitas regiões do país, mas ela é um suporte de unidade nacional.
Muitas foram as injustiças praticadas pelo Marquês de Pombal, a exemplo da expulsão dos jesuítas do Brasil em 1759, mas a imposição da Língua Portuguesa em todos os quadrantes da então Colônia, para evitar qualquer conspiração contra a Coroa, foi, mesmo que involuntariamente, um suporte de vinculação da Língua e da Cultura Portuguesa em nossa terra de dimensão continental.
Belo e perene, seja este poema de Olavo Bilac uma homenagem aos nossos muitos falares de cada dia.
FLOR DO LÁCIO
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
A bruta mina entre os cascalhos vela…
Amo-te, assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o tom e o silvo da procela…
E o arroio da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “Meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Uma homenagem ao idioma que ecoa nos falares regionais e na poesia de Olavo Bilac.
